domingo, 10 de março de 2013

Trens da CPTM não funcionam aos domingos; empresa não dá prazo para fim de obras

Por Edson Caldas e Evelyn Kazan


A instrumentadora cirúrgica Valdineia Vitorino, que mora em Franco da Rocha, sempre utiliza os trens da CPTM aos fins de semana, já que cumpre plantões no hospital em que trabalha, na região de Pirituba. No dia 23 de fevereiro, um domingo, a profissional de saúde recebeu um telefonema a informando que havia uma cesariana da qual ela deveria participar. Valdineia, que estava na Barra Funda, pegou um ônibus até o local. No caminho de volta para casa, deparou-se com as portas da estação Pirituba, mais uma vez, fechadas.

Desde o ano passado, devido a obras de modernização, os trens da Linha 7 - Rubi não circulam entre Luz e Perus aos domingos. Para realizar o trajeto, o usuário deve retirar uma senha e usar os ônibus da operação PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que ligam Barra Funda, Pirituba e Perus. As demais estações não contam com o serviço.

“A dificuldade é a espera, deslocar-se novamente, isso incomoda”, afirma Valdineia, que tem a duração de seu trajeto aumentada em aproximadamente 15 minutos. O metalúrgico Cristian Glauco, que utiliza a linha frequentemente, acredita que não há grande diferença de tempo, mas se incomoda com o transtorno. “Se fosse trem, seria bem mais fácil.”

Segundo o profissional de marketing Carlos Henrique da Silva, que utiliza a linha todos os dias, a medida é um mal necessário. “Temos que encarar a seguinte situação: as linhas estão sendo modernizadas e imprevistos acabam acontecendo”, disse. “É preciso que haja compreensão por parte da população, para podermos, lá na frente, ter um resultado.”

Procurada, a assessoria de imprensa da CPTM não forneceu data de previsão para que as obras acabem.

INTERVALOS
Em fevereiro, a equipe do Pirituba Acontece utilizou o serviço de ônibus fornecido pela CPTM. Durante o período de uma hora (entre 13h10 e 14h10) em que o jornal observou a movimentação dos veículos, os intervalos entre chegada e saída de novos ônibus foram coerentes ao prometido pela companhia – entre três e sete minutos. Neste horário, os ônibus não estavam cheios. No início da noite, no entanto, quando fizemos o trajeto entre Pirituba e Barra Funda, os passageiros viajavam apertados. 

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